Tema: Peça Teatral
Mês: Junho de 2011 (Livro 1)
Título: A Megera Domada
Autor do livro: William Shakespeare
Editora: Martin Claret
Nº de páginas: 140
Poeta nacional da Inglaterra e maior dramaturgo da literatura universal, Shakespeare escreveu suas obras para um pequeno teatro de repertório, no final so século XVI e início do XVII. Quinhentos anos mais tarde, suas peças ainda encantam platéias em todo o mundo.
É uma história aprazível de se ler. Passa-se em Padova na Itália onde duas irmãs – Catarina – de gênio forte e língua afiada e Bianca – doce e gentil tinha muitos pretendentes, mas por ordem de seu pai, Bianca só poderia casar-se depois que Catarina encontrasse um pretendente que se dispusesse a casar-se com ela.
Nesta bela comédia de costumes de Shakespeare, notamos que Catarina apesar de voluntariosa no fundo é uma mulher submissa ao marido; percebemos um “que” de crueldade na relação de Petruchio com Catarina quando ele, propositadamente confunde, renega e humilha Catarina, e, também a importância da riqueza, do dinheiro que é o que move Petruchio em direção a Catarina – o apelo do dote. E como um todo, há uma crítica aos costumes sociais de sua época.
Sinopse
Cristóvão Sly, funileiro, certa vez, se embriaga e, completamente adormecido pelo efeito da bebida, é encontrado por um fidalgo, amante de pregar pecas aos outros. Não perde a ocasião. Manda levar o funileiro para seu castelo, coloca-o no melhor cômodo e ainda lhe arranja uma bela esposa, na realidade um jovem pajem em trajes femininos. Quando Sly acorda, ainda meio tonto da bebida, acredita perfeitamente ser um nobre que estivera louco durante quinze anos. Para diverti-lo, evitando uma nova volta do mal, resolvem encenar uma peca tendo por título A Megera Domada.
Eis a história: Batista Minola, rico mercador de Pádua, possui duas lindas filhas. Uma se chama Catarina e possui um gênio terrível, enquanto a segunda, Bianca, é o oposto da irmã, de tal modo tema índole mansa e cordata. Como era de se esperar, Bianca possui muitos candidatos, mas Batista, velando pelos interesses das filhas, decide que ela não se casará, enquanto a filha mais velha não encontrar, também, um noivo.
Lucencio, jovem estudante pisano, que ama Bianca, troca de roupas com seu empregado Tranio e consegue o lugar de professor de línguas das filhas de Batista. Hortensio, também, apaixonado por Bianca, sente-se muito encorajado quando seu amigo Petruchio de Verona chega `a cidade para encontrar uma rica esposa e, apesar de tudo o que ouvira a respeito de Catarina, declara que fará a corte e se casará com qualquer megera desde que possua um bom dote. Quando Petruchio, cujo pai é conhecido de Batista, se apresenta como candidato `a mão de Catarina, em sua companhia vem Hortensio disfarçado de professor de música. Batista o contrata para ensinar `as filhas. Petruchio espera para começar a conquista, mas Hortensio aparece para dizer que Catarina num acesso de fúria acabara de quebrar o alaúde em sua cabeça. A sós com Petruchio, ela procede da maneira mais antipática possível; no entanto, com toda calma ele a elogia e, finalmente, declara abruptamente que se casara com ela no próximo domingo.
Enquanto isso se passava, o novo professor de línguas, Lucencio, procura conquistar Bianca tendo como pretexto um lição de latim. Entretanto, Hortensio não consegue progredir nas lições de alaúde. Tranio, vestido com as roupas de Lucencio, consegue vencer um terceiro apaixonado, Grêmio. Batista, acreditando tratar-se de Lucencio, resolve que ele se casará com Bianca, pois Tranio, em nome do patrão, prometera maior dote do que Grêmio. Há uma condição, entretanto: Lucencio deverá obter licença paterna. Tranio não se perturba por tão pouco. Contrata um pedagogo para fingir ser Vicencio de Pisa, pai de seu amo. Tudo vai de vento em popa.
No domingo em que deveria casar-se, Petruchio chega `a igreja muito atrasado; para maior humilhação de Catarina, quer que a cerimônia continue, apesar dos trajes que está vestindo. Sua atitude durante a cerimônia é a mais estranha possível, e resolve não ficar para a festa das bodas, levando a esposa para uma casa de campo imediatamente. Durante o caminho, faz com que os cavalos fujam, caindo Catarina na estrada lamacenta.
Ao chegarem a casa, fingindo grande cuidado pela esposa, atira a comida no chão antes que Catarina pudesse prová-la e, durante a noite, não a deixa dormir com sua maneira extravagante de proceder. Mas, repentinamente, resolve voltar para Pádua, a fim de visitar Batista e manda buscar ricos vestidos para Catarina. Ao chegarem declara, entretanto, que a esposa prefere usar os antigos. Exausta pela falta de sono e de alimento, Catarina consente tudo desde que o marido se acalme. Durante a viagem, encontram um velho viajante e Petruchio diz ser uma jovem, no que encontra pleno assentimento da esposa. Quando ele discorda, ela declara, como o esposo, tratar-se de um velho enrugado. Acontece que o viajante é Vicencio de Pisa, que fica muito irritado ao saber que dois impostores estão na casa de Lucencio vestido de Tranio para lhe pedir permissão para se casar com Bianca com quem acaba de fugir.
Hortensio se consola casando-se com uma viúva. Há uma alegre festa de casamento para os três casais. Petruchio aposta cem coroas para provar que, das três esposas, Catarina é a mais obediente. Um a um os dois maridos mandam chamar as mulheres, que se recusam a vir, mas quando Petruchio manda chamar Catarina, não só ela vem prontamente, bem como traz as duas outras e dá-lhes uma lição de obediência devida pela esposa ao marido.
Curiosidades:
Comédia adaptada de antiga peca tendo por título A Taming of a Shrew, de autor desconhecido, e publicada em 1594. Esta peça teve outro colaborador além de Shakespeare, acreditando alguns críticos ser Marlowe a outra mão que retocou a Megera. O Prólogo foi tirado diretamente da comédia original e é inspirado em história similar das Mil e Uma Noites. O tema principal se encontra no poema A Merry Jest of a Shrewd and Curst Wife Lapped in Morel’s Skin for her Good Behaviour, aparecido em 1575, enquanto o nome do herói foi buscá-lo Shakespeare em Notte Piacevoli, de Straparolo. O tema secundário, ou seja, o de Bianca e os candidatos disfarçados, aparece nos Supposes, de George Gascoigne, adaptação de I Suppositi, de Ariosto. Até hoje não se conhece o ano exato em apareceu A Megera Domada, mas certo é que Shakespeare a refez entre 1596-1597.
A nota que eu dou para o livro: 4
Eu gostei muito da peça, rápida e fácil de se ler. Gostei da tradução e das notas explicativas que foram muito elucidativas em referencia ao texto original.
( Nota de 1 a 5, sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5- Adorei)
Esse post faz parte do projeto Desafio Literário 2011.
A resenha corresponde ao tema do mês de Junho, cujo objetivo é ler uma Peça Teatral.
Confira no blog do Desafio as resenhas dos outros participantes para este mês.
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