Tema: Biografia
Mês: Fevereiro de 2011 (Livro1)
Título: Nem Vem Que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal
Autor do livro: Ricardo Alexandre
Editora: Globo
Nº de páginas: 392
O livro é sobre ....
.... a vida de um ídolo da música brasileira e sua total decadência, tudo na mesma proporção. O leitor tem o prazer de conhecer os bastidores da música popular brasileira nas décadas de 60 /70 e do fenômeno que tornou-se Simonal. Após terminar de ler, eu, pelo menos, não consegui avaliar, realmente, se ele foi um dedo duro ou não. Muitas vezes pensamos que sim e muitas vezes que não, ficou a dúvida no ar. Como não vivi nesta época, perguntei para minha mãe, sogra, mães e pais de amigos e cada um acha uma coisa, interessante ....
Sinopse:
O movimento de redescoberta da música e da trajetória do cantor Wilson Simonal que contagiou o Brasil nos últimos anos é o equivalente artístico da localização do elo perdido. O "rei do suingue", o "Frank Sinatra do Beco das Garrafas", o "rei da pilantragem", Simonal veio preencher o quebra-cabeça da nossa cultura de massas com uma peça enorme e de rara beleza, pela qual se comunicam bossa-nova, jovem guarda, a era dos festivais, o crescimento da televisão e do mercado publicitário, o orgulho negro, a Copa do Mundo de 1970 e diversos outros elementos aparentemente desconexos.
Mas além dos fatos que o Brasil acompanhou pelos discos, shows e programas de TV, existiu o cidadão Wilson Simonal de Castro. O homem que, com a mesma intensidade com que dominava as plateias, mas em um eixo invertido, viu-se envolvido numa espiral aparentemente sem fim, repleta de boatos, passagens até agora obscuras, relações nebulosas e explosivas com setores da imprensa e com organismos do regime militar.
E da combinação dessas múltiplas facetas que se compõe Nem vem que não tem - A Vida e o veneno de Wilson Simonal. O livro, a primeira biografia do cantor, é fruto de uma década de pesquisa e de um incansável trabalho de apuração do jornalista Ricardo Alexandre, que se propôs o desafio de consolidar a vida de Wilson Simonal entre as duas capas desta obra maiúscula.
Eu escolhi este livro porque…
.... saiu um documentário no cinema sobre a vida de Wilson Simonal e fez muito sucesso, apesar de não morar no Brasil acompanhei pela internet. E minha sogra é super fã dele e vive cantando Sá Marina. Eu fiquei curiosa e valeu!
O trecho do livro que merece destaque:
"Um oficial chegou e foi dizendo:"Quem é o que canta?". O pessoal respondeu logo:"O 256!". Fui lá e dei o recado, imitando Agostinho dos Santos em "Três Marias". O sucesso foi tão grande que eu tive que bisar."
"Wilson Simonal usou da confiança do povo e da admiração de que goza para prejudicar um pobre homem, acusando-o de desfalque em sua firma."
"Falam em direitos humanos, em democracia, em entulho autoritário, mas me acusam por ouvir falar; o ódio permanece impune, o patrulhamento sobrevive. Continuo condenado ao ostracismo. Sou um exilado dentro do meu próprio país."
A nota que eu dou para o livro: 4 Apesar de gostar muito de biografias, não gostei do fato de deixar no ar as acusações de dedo duro na época de repressão, como costumo dizer "onde há fumaça, há fogo .... O livro é muito bem relatado e conta com muita maestria uma parte da história da música brasileira e seus grandes ícones.
( Nota de 1 a 5, sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5- Adorei)
Esse post faz parte do projeto Desafio Literário 2011.
A resenha corresponde ao tema do mês de Fevereiro, cujo objetivo é ler um livro de Memórias e/ou Biografia.
Confira no blog do Desafio as resenhas dos outros participantes para este mês.
Participe, comente, leia!




















